Este é um tema que me incomoda profundamente. A importância dada aos Rankings, pela maioria das escolas, abafa a criatividade e o desenvolvimento do aluno enquanto indivíduo como ser único.
A nós, pais, cabe-nos grande parte da fatia que permite o caminho até à sua felicidade. Temos o dever de colocar os nossos filhos em primeiro lugar, logo, a educação, a atenção, o amor incondicional, as regras e os valores são da nossa responsabilidade.
Médico, engenheiro, bombeiro ou astronauta, pouco importa! Só quero que os meus filhos sejam felizes!
A competição exagerada, a obsessão pelas notas, o medo de não conseguir chegar "lá em cima", as críticas em maior número que os elogios, tornam os nossos filhos vulneráveis, ansiosos, tristes e desmotivados.
Os nossos filhos não são números. Um só Homem pode mudar o mundo!
O nosso ensino por ser dos mais abrangentes e mais completo, abre as portas para qualquer parte da Terra. E quem conseguir superar as dificuldades que referi, terá sucesso, com toda a certeza.
Mas porquê? Eu sei a resposta: MOTIVAÇÃO. Esta palavra leva-nos a concretizar os nossos sonhos.
Porque ficam tantos alunos pelo caminho? Provavelmente, porque não seguem o rebanho!
A avaliação não pode nem deve ser apenas o que está no papel. O aluno é voz, é sentimento, é criatividade, é conhecimento, é experiência, é ação...
Claramente que não se avizinha sucesso profissional para um aluno que está no topo desses ditos Rankings, quando não sabe expor a sua sabedoria oralmente, quando não socializa com os seus pares, quando não se ri de si próprio ou quando o contacto com a natureza não é a sua inspiração.
Quando procuro profissionais para trabalhar comigo, o seu curriculum está nas minhas mãos, mas apenas como orientação. Pouco me importa se a média de curso foi exemplar ou não. Quero conhecimento geral, quero confiança, quero criatividade e generosidade.
Tanto potencial muitas vezes perdido!
Imaginemos um aluno com sede de conhecimento, que não se importa de sujar as mãos na natureza, que é sensível às causa humanitárias, que adora comunicar e expor as suas ideias.
Agora, outro aluno que se fecha nos seus estudos, não gosta de comunicar, não se suja e não sabe sorrir.
Quem escolheria para o seu Ranking?! Certamente o segundo. Mas, quem escolheria se soubesse que o primeiro tem média de 12 e o segundo de 20.... Pois é, estes são os nossos Rankings de entrada no ensino superior!
Se temos um ensino tão diversificado, exemplo para o resto do mundo, porque fazemos uma selecção tão pouco antroposófica dos nossos alunos.
Aos meus filhos foi-lhes dada a possibilidade de pensar, criar, descobrir, inventar e sonhar.
Não, os alunos não podem estudar todos os dias! Eles precisam de estudar, brincar, conviver e namorar. Precisam do desporto, da música, da leitura, da aventura, da natureza, do tempo em família e de tempo para não fazer nada!
Porque um filho é o maior bónus da vida dos pais, compete-lhes procurar meios que permitam a realização dos seus sonhos.
A outra parte da fatia, na educação dos nossos filhos, cabe aos professores. Muitos, grandes mestres que serão recordados pela transmissão dos seus ensinamentos, por saberem ouvir e por falarem a "mesma língua" dos alunos. São aqueles que ensinam o caminho a seguir e que têm a utopia de um mundo melhor. Todos queremos estes professores para os nossos filhos.
Infelizmente, como em tudo na vida, há o outro lado, daqueles professores que não amam a sua profissão, que não motivam, que comparam, que criticam mais do que elogiam e que exigem mais do que aquilo que dão.
Resumindo, pais e professores são motores de arranque para a concretização dos sonhos dos jovens. Com a bagagem que lhes é dada, o caminho fica aberto para o sucesso, não podendo o "Ranking" ser um entrave ao desenvolvimento e aproveitamento do seu talento.
Vale a pena pensar nisto!
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